“She was like a forest, like the dark interlacing of the oakwood, humming inaudibly with myriad unfolding buds. Meanwhile the birds of desire were asleep in the vast interlaced intricacy of her body.”

“She talks with an accent of savage seas. Her breathing is the breath of the wilderness, she has loved with a passion that makes her blanch, which she never mentions and which would be like the map of another star if she told us.”
❝ Star Angels: once upon a time… a story that begins with blood.
Há muito tempo, quando a terra foi devastada e a humanidade reduzida a cinzas, um seleto grupo de pessoas sobreviveu. Partículas do cometa que aniquilara o planeta infiltraram-se na carne desses sobreviventes, fundindo-se aos seus corpos como um veneno silencioso; e mesmo quando o mundo exalou seus suspiros mais cruciantes, vida ainda permeava aqueles seres adormecidos.Dias se arrastaram sob um céu enfermo. Tempestades convulsas rasgavam o horizonte, seguidas por dias de um calor severo e quase sobrenatural, que coexistiam simultaneamente, como se a própria natureza delirasse em tormento. O colapso era evidente, anunciado pelo lamento do vento entre ruínas e pelo silêncio sepulcral que recobria a terra. Ainda assim, aqueles seres, tão alheios ao novo e sombrio destino que os aguardava, continuavam mergulhados em um sono profundamente imperturbável.No dia em que a hibernação chegou ao fim, a manhã foi preenchida por gritos. Gritos de dor. Gritos de revolta. Uma agonia lancinante percorria aqueles corpos falhos, rachados; profanos. Sentiam como se tivessem sido devolvidos à vida de maneira indevida. Diante do que observavam, com choque e comoção expostos nos traços sujos e exaustos, não deveriam estar vivos. Eles sabiam, no mais íntimo do cerne, que algo de antinatural acontecera no mundo e não eram mais humanos.Tudo o que conheciam jazia arruinado, reduzido a vestígios irreconhecíveis. A dor era tão ardente que, por dias a fio, não se alimentaram nem dormiram, vagando entre destroços e sombras, buscando respostas que fugiam de seu alcance. Pouco a pouco, tornavam-se unidos, erguendo uma civilização própria. Testavam os limites das novas habilidades: dias e noites de treinos exaustivos na tentativa de compreender aquilo que agora latejava em suas veias.Força. Telecinese. O domínio da terra, da água, dos ventos. Fogo. Metamorfose. A cada dia, um novo dom era lapidado, e uma cultura se adensava com vigor crescente na sociedade que nascia. Títulos foram criados e concedidos: caçadores, artesãos, executores, metamórfos, místicos.E assim permaneceram. Gerações nasceram sob o véu daquele segredo, instruídas desde o primeiro suspiro a ocultar o que corria em seu sangue. Aprenderam a caminhar entre os seres comuns sem serem notados, a conter os dons que os denunciariam, a converter a própria existência em um sussurro dissolvido na vastidão do mundo. Impérios ruíram, eras foram sepultadas pelo tempo — e, ainda assim, resistiram.Por séculos incontáveis, aquela sociedade insólita perdurou, oculta por detrás das sombras, entre árvores silenciosas e rios de curso impenetrável, nunca, jamais partilhando de sua verdadeira história.
❝ The sacrificial lamb: a soul cursed with poison and rage.
A escuridão se alastrava pela terra como uma maldição premeditada no exato momento em que a recém nascida respirou seu primeiro fôlego de vida. A mãe contemplava-lhe os traços delicados, tão serenos e inocentes, com uma constatação dolorosa do desfecho que precisava impedir. A mulher sabia que jamais poderia exibir a menina tão adorável em seus braços como seu presente mais precioso; ela estava, mesmo naqueles breves minutos de existência, condenada a uma vida inteira sob as sombras do passado da mãe.Irina não sabia como seriam os próximos anos, dias ou mesmo os minutos a partir dali, mas, naquele instante suspenso no tempo, permitiu-se demorar em sua admiração silenciosa. Carregaria aquela memória tão dócil, tão frágil, cravada em seu cerne por toda a eternidade. Lágrimas escorriam pelas bochechas avermelhadas, borrando-lhe a visão enquanto seus lábios tremiam ao profetizar o nome que, inevitavelmente, traria ao mundo tanto esplendor quanto violência.“Corvina. Minha doce Corvina. É assim que te apresento ao mundo, pequeno corvo.”﹙…﹚Irina desapareceu quando Corvina tinha sete anos. Foi a primeira vez que seus dons se manifestaram. Uma tempestade desabou com desalento, traduzindo a angústia que devorava o âmago ainda inocente. A chuva manteve-se sem trégua por três noites e três dias, como se o mundo houvesse sido condenado a um luto interminável.A governanta, já conhecedora dos presságios que rondavam aquela linhagem, preocupou-se, e tentou evitar aquela tragédia predestinada — em vão. Os anos escoaram silenciosos, e o dom intrépido não apenas permaneceu; adensou-se, tornou-se mais profundo, mais difícil de conter. Dilúvios caíam sempre que a tristeza lhe tocava o coração; o solo estremecia alarmantemente quando raiva a dominava. Os delírios tornavam-se mais violentos, mais sangrentos, a cada nova idade que aquela existência condenada alcançava.A fúria, tão irrevogavelmente pertencente ao cerne subversivo, crescia como uma erva daninha, alimentando-se de sua vitalidade e criando raízes nos lugares mais sombrios de sua alma. Ampliou-se tanto que o pai, já incapaz de suportar o peso do desconhecido e sem saber quais novos caminhos seguir, tomou uma decisão desesperada: levou a garota para uma igreja remota, erguida longe dos olhares do pecado, e deixou-a aos cuidados do padre e das freiras que conduziam o lugar sagrado com austera confiança e doutrina, convencido de que aquelas paredes antigas pudessem conter a força destrutiva que prosperava dentro dela.Ele não sabia, no entanto, que aqueles fiéis escondiam um segredo ainda mais misterioso que o declínio da filha. Consideravam-se rastreadores de luz, escolhidos para trazer fé ao mundo e alimentar de esperança os corações dilacerados. Tamanho milagre, porém, carecia de sangue. Para isso, era necessário um sacrifício. Precisavam sacrificar um anjo.E na cólera gélida que se escondia por detrás dos olhos azuis safira da jovem que recepcionavam, finalmente encontraram o seu anjo.O cordeiro sacrificial.
❝ Burnt Pages: An Angel’s War Diary.
A loucura tenta se instalar em meu âmago como um parasita. Sinto-a roendo meus ossos, rasgando meus órgãos, bebendo meu sangue. Encaro-me no espelho e mal reconheço o que sou; humana? Assombração? Amaldiçoada? Tenho medo de não ser real. Devo temer que a sombra atrás de mim seja real? Ou devo temer mais que não seja?
O tempo nesta capela abandonada por Deus parece seguir um percurso diferente do normal. Lento. Pausado. Um zumbido em meus ouvidos.Tic. Tac. Tic. tac. tic. Tac. tic-tac.Angústia me devora. Conto os dias com rabiscos nas paredes, cortes em meu corpo e palavras soltas nas páginas dos poucos livros que permitem que leiamos. Repito o meu nome cento e oito vezes por dia, temendo esquecê-lo, já que aqui sou apenas Anjo.Anjo divino, profecia da salvação. Aquela que trará o equilíbrio e a vida eterna para aqueles que são fiéis a Jesus Cristo.A tempestade desaba há três dias ininterruptos. Não consigo conter o que quer que rasteje sob minha pele, e toda vez que retiram meu sangue, quanto maior o meu medo, mais feroz a tempestade se torna. Ontem, quando uma das freiras veio até mim para um discurso tolo, portando-se como se a falsa empatia que escorria entre seus dentes a tornasse melhor e pura, descobri que esse dom não se limita à natureza. Observei a maneira como seus sentimentos se curvaram aos meus desejos. Vi sua fachada despedaçar-se lentamente enquanto eu mentalizava a sua corrupção vindo à tona.Posso não ser humana, posso ser uma pecadora, mas sei que não sou a salvadora celestial que tanto pregam. Faz tempo que Deus me abandonou. Sou a filha impura e renegada, pecadora desde o meu concebimento. Não há divindade em meu sangue; apenas profanação.E, ainda assim, fecho os meus olhos e rezo.
❝ Renaissance: traces of ashes and bones, stains of death.
Rastros de sangue cobriam a derme de porcelana no exato instante em que ela renasceu.O ar exalava uma melancolia pétrea, rígida como as rochas que cercavam a igreja macabra. A vegetação chiava em agonia, em sintonia com as batidas do órgão pulsante, beirando a combustão. Deveria correr, esconder-se das consequências inevitáveis que o incêndio ciclópico traria mais tarde, mas algo dentro de si inflamava-se com a mesma voracidade das chamas que dizimavam o lugar, reduzindo-o a cinzas e ossos carbonizados.Algo que sorria, predatório. Algo que sentia-se plenamente satisfeito diante da ruína que provocara. Eletricidade percorria suas veias como a substância mais viciante e etérea, mesmo quando o cheiro de morte feria seu olfato.Quanta vida poderia existir no ato de se libertar? Quanto ímpeto na vingança contra aqueles que tentaram transformá-la em sujeira, enterrada sob o manto de uma pureza divina?Ela sentia em seu cerne que estava sendo punida por algo que não era capaz de mensurar. A pele ardia como se facas afiadas rasgassem todo o tecido, espalhando órgãos e sangue carmesim por todos os lados. Correndo, fugindo de sua realidade incontestável.Monstruosidade morava sob sua pele; putrefação inundava sua corrente sanguínea.Não era anjo; era demônio disfarçado de ser celestial. E, naquele instante, com toda a perversidade que habitava em seu íntimo em plena exibição, finalmente se sentiu livre.
GENERAL .
• name : Corvina Vasilieva
• alias : Nina, ninfa da floresta, mariposa.
• gender : female.
• species : metamorfa e mística.
• occupation : dona de um antiquário.
• voice claim(s) : voice claim
PHYSICAL .
• eyes : green.
• hair : black.
• height : 1,58m
• weight : 48kg
• build : build
• skin : porcelana
• clothing : fashion

BACKGROUND.
• birthplace : birthplace
• current residence : residence
• nuclear family : (step)mom, (step)dad, (step)brother, (step)sister
• extended family : cousins, uncles, aunts, grandparents
• in-laws : cousins, uncles, aunts, grandparents
• pets : pets
• significant other : s/o
• children : children
❝ + POSITIVE ATTRIBUTES : Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea❝ - NEGATIVE ATTRIBUTES : Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea

“I like fairy tales, and I like dreaming. I try to weave the reality into the dream.”








